IP · Território de origem

Pedro II

Opala preciosa de Pedro II e Joias artesanais de opalas de Pedro II

Pedro II é uma indicação de procedência relacionada a Opala preciosa de Pedro II e Joias artesanais de opalas de Pedro II, em PI. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

Pedro II é uma indicação de procedência relacionada a Opala preciosa de Pedro II e Joias artesanais de opalas de Pedro II, em PI. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

A Indicação de Procedência reconhece a reputação de um lugar na produção de um produto ou na prestação de um serviço.

Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.

Conheça esta origem

Nome no registro
Pedro II
Registro INPI
IG201014
Modalidade
Indicação de Procedência
Estado relacionado
Piauí
Concessão do registro
03/04/2012
Representação figurativa registrada de Pedro II

Onde fica a área geográfica

A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.

Compreende o Município de Pedro II, que pertence à Mesorregião Centro-Norte Piauiense, situando-se especificadamente na Microrregião Campo Maior cuja sede municipal está localizada entre os paralelos 04º 15' 24" e 04º 48' 52" de latitude sul e entre os meridianos 41º 07' 11" E 41º 44' 46" de longitude oeste,

O que caracteriza o produto ou serviço

São autorizadas para a Indicação de Procedência “Pedro II” somente as opalas naturais que apresentam um jogo de cores característico produzido pela difração da luz branca através de uma estrutura ordenada de micros esferas de sílica. As opalas preciosas não sofrem quaisquer modificações do estado em que foram encontradas, exceto para serem cortadas e polidas (lapidadas). As opalas preciosas são do tipo: pura, boulder e matriz. A tonalidade corpórea da opala preciosa varia de tons claros a escuros, de translúcidas a opacas.

São permitidas inclusões naturais como pequenas impurezas de argila ou massa do mineral de ocorrência da opala no qual ela foi encontrada ou de onde foi extraída. As opalas preciosas protegidas pela IP “Pedro II” são lapidadas em Cabochão, possuindo acabamento não facetado suave, com a parte superior abaulada e as bordas arredondadas com excelente polimento. Elas podem ter as formas Circular, Pingente (ou Pêra), Marquise (ou Navette) e Oval.

Podem ainda ser lapidadas na forma de Triângulo ou Quadrado com acabamento polido, não facetado e com bordas arredondadas, ou ainda na forma denominada Fantasia, que é uma forma livre e polida em formato irregular. As joias artesanais de opala permitem a combinação das opalas preciosas com outros materiais, tais como ouro, prata e tucum. Os artesãos desenvolvem designs próprios, criando uma identidade artística e valorização das suas joias, em forma de colares, pingentes, brincos, anéis.

A relação entre o produto e o lugar

A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.

Pedro II é conhecido pela extração, processamento e elaboração artesanais com Opalas, pedras semipreciosas que são encontradas na região desde o final da década de 1930, início da década de 1940. Na década de 1960 instalou-se a primeira empresa de mineração para explorá-las em larga escala, tendo a atividade entrado em declínio a partir de meados da década de 1980, não havendo dados precisos do volume das reservas desta gema. Atualmente, a exploração se dá em depósitos primários e secundários, estes formados pelo retrabalhamento dos depósitos primários, a partir de áreas de drenagem e aluviões.

As “condições necessárias para formação da opala preciosa na natureza são extremamente raras”. As ocorrências situam-se, geralmente, em terrenos áridos, a profundidades rasas abaixo da superfície, variando de 15 a 40m. Depende essencialmente do fenômeno comum de evaporação das águas subterrâneas contendo soluções silicosas nas cavidades das rochas. Acredita-se que as opalas levaram aproximadamente 60 milhões de anos para se formar.

A formação geológica deverá se manter estável por longos períodos, sendo necessários milhares de anos para a formação de quantidade apreciável de opala, devendo estar livres de contaminantes como partículas de argila, cristais de sais, entre outros. A opala é conhecida como pedra da boa fortuna. Por sua vez, a cidade de Pedro II é responsável por praticamente 100% da produção de joias artesanais de opalas do Piauí, constituindo a principal atividade econômica da cidade. As joalherias possuem estruturas próprias de lapidação e de fundição, com investimento em maquinário e mão de obra qualificada.

O Festival de Inverno de Pedro II é um dos maiores eventos do estado, exibindo as opalas preciosas e as joias artesanais de Pedro II.

Quem requereu o registro

Conselho da União das Associações e Cooperativas de Garimpeiros, Produtores, Lapidários e Joalheiros de Gemas de Opalas e de Joias Artesanais de Opalas do Município de Pedro II – IGO Pedro II

Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.

Municípios relacionados

O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.

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